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O que são as células-tronco e para que elas são usadas?

As células-tronco têm essa denominação por terem a capacidade de regenerar células do sangue e de outros tecidos que compõem o corpo humano. Essas células têm a capacidade de se transformar em outros tipos de células. As células-tronco são o núcleo de uma nova área da ciência denominada medicina regenerativa. Pelo fato de as células-tronco conseguirem constituir diferentes tecidos do organismo, elas têm o potencial de tratar muitas doenças, incluindo a de Parkinson, a de Alzheimer's, a diabetes e o câncer. Futuramente, elas também poderão ser usadas para regenerar órgãos, diminuindo a necessidade de transplantes e cirurgias relacionadas.

As células-tronco podem ser divididas basicamente em quatro tipos:

células-tronco embrionárias - retiradas de embriões humanos;
células-tronco fetais - retiradas de tecidos fetais;
células-tronco umbilicais - retiradas do cordão umbilical;
células-tronco adultas - retiradas de tecidos adultos.

As células-tronco embrionárias e fetais são capazes de se transformar em uma grande variedade de células em relação às células-tronco adultas.
Em abril de 2001, pesquisadores da UCLA (University of California - Los Angeles) (em inglês) e da Universidade de Pittsburgh (em inglês) encontraram células-tronco na gordura aspirada de pacientes durante lipoaspiração. Antes, as células-tronco eram encontradas apenas na medula óssea, em tecidos do cérebro e tecidos fetais - o que causava problemas logísticos e éticos. As células-tronco da gordura são capazes de amadurecer em outros tipos de células específicas, incluindo músculos, ossos e cartilagens, mas existem outros tipos ainda desconhecidos.

Antes de serem transplantadas para um tecido a fim de começar a sua regeneração, as células-tronco têm que ser submetidas a uma diferenciação. A diferenciação é o processo pelo qual os cientistas pré-especializam essas células, que seria quase uma pré-programação para que se tornem células específicas. Essas células são injetadas na área do corpo que será tratada com regeneração tecidual. Quando as células-tronco entram em contato com substâncias de crescimento no organismo, essas substâncias programam as células-tronco para se desenvolver no tecido ao seu redor.

As células-tronco já estão sendo usadas para tratar a leucemia e para fazer algumas correções articulares. Por exemplo, um transplante de medula óssea é realizado pela injeção de células-tronco do doador na corrente sangüínea do paciente. As células-tronco da medula óssea também têm a capacidade de restaurar o fígado. Cientistas continuam pesquisando a fim de descobrir se elas poderiam corrigir os danos cerebrais resultantes do mal de Parkinson.
A próxima etapa será descobrir o que faz com que elas se transformem em tipos específicos de células. Sabendo isso, será possível cultivar células que se adaptem perfeitamente às dos pacientes.

 

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